Trata-se de um dos maiores contratos de B​​​P​​​​​​​O (Business Process Outsourcing) em Portugal e tem por finalidade verificar os valores devidos pelo SNS aos prestadores, bem como assegurar o arquivo dos respetivos documentos de suporte à faturação. Faz também a conferência do Receituário de Medicamentos Comparticipados pelo SNS, da área de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica, Cuidados Continuados Integrados e Hemodiálise.

Mensalmente, mais de 9 milhões de documentos são conferidos por este serviço, correspondentes a uma despesa mensal superior a 140 milhões de euros. A PT assegura a operacionalização do centro, a gestão e o desenvolvimento dos sistemas que suportam a operação, a infraestrutura técnica e a exploração de informação que permite detetar situações de fraude no SNS.

 



Uma operação que, de acordo com Paulo Neves "é paradigmática da capacidade de entrega da PT no que respeita à diversidade de serviços que presta aos seus clientes, bem como da qualidade da sua infraestrutura". Paulo Neves referiu, ainda, que a otimização da infraestrutura continua a ser, a grande aposta da PT. "Estamos a infraestruturar o país para que consigamos ter uma cobertura total em termos de fibra ótica, o que é importante para a dinamização da economia e também para o setor da saúde".

Os números chegaram pela voz de Marta Temido, presidente da Administração Central do Sistema de Saúde, que fez o balanço dos seis anos deste centro. “Mais de 500 milhões de documentos conferidos, um número que traduz bem a dimensão da operação, com dez mil milhões de euros em volume também analisados e 160 milhões de erros detetados, ou seja, situações em que a comparticipação não era a correta, em que havia erro de identificação de algum tipo.”

Para o Ministro da Saúde, este centro é muito importante. “É o grande instrumento que temos de controlo e monitorização […] e já permitiu ao Estado português e ao SNS reter muito valor, mas nós acreditamos que está longe de estar esgotado.”

Explicou, ainda, que "no início apenas o medicamento era alvo desta monitorização" e que, "à medida que se vai alargando o perímetro a tudo aquilo que são prestações ou acordos entre os setores público, social e privados, a amplitude dessa despesa monitorizada vai subir".